3 de março de 2011

E quem é o bandido?

 

Esse post é antigo, mas se torna atual devido às ultimas notícias.

 

Pit bull ataca e fere homem de 69 anos em Minas Gerais

Um homem de 69 anos foi atacado por um cachorro da raça pit bull, em Divinópolis, em Minas Gerais. O idoso sofreu vários ferimentos no rosto e teve parte de um dedo da mão esquerda arrancado nesta terça-feira.

Ele foi atacado quando caminhava perto de uma obra abandonada, onde o animal vivia solto há mais de um ano. O cão fugiu e os policiais atiraram mais de 14 vezes contra ele. Ferido, o animal foi capturado em um sacolão.

O pit bull não morreu e foi levado para o setor de zoonoses da cidade. De acordo com a Polícia Militar, o proprietário da obra vai ser responsabilizado pelo acidente.

O aposentado foi levado para o Pronto-Socorro Regional de Divinópolis. Ele tem problemas cardíacos e vai passar por uma cirurgia no dedo.

Fonte: http://extra.globo.com/noticias/brasil/pit-bull-ataca-fere-homem-de-69-anos-em-minas-gerais-1197986.html

O dono? Ninguém falou se foi achado e o porque do cão viver solto. O por que do ataque? Idem! Ele atacava outras pessoas? Foi apenas esse idoso? O ataque foi gratuito? E ele vivia solto nesse terreno, e havia comida, agua, carinho, contato com humanos, educação?

Mas o cão foi morto SIM! Que não me venha falar que os CCZ da vida iriam cuidar desse cão e esperar um lar com amor e carinho. E, se eu estou muito revoltada e falando besteira porque o cão passou por cirurgia duvido muito mas tudo bem que descontrole da polícia é esse? Eles estavam perseguindo quem? Um traficante de drogas? Um seria killer? A mãe de Lavínia que matou a própria filha com um cordão de tênis? Ah não, era um cão. Assustado, correndo, ferido e sendo mais uma vez rotulado como vilão.

E a Rede Globo de Televisões mais uma vez vinculou o nome do Pitbull como um cão assassino e extremamente perigoso. Matador de velhinhos indefesos que decerto não deve ter feito nada com o cão.

Ah! Faça-me o favor. Quem não conhece um idoso que implica com cães que jogue a primeira pedra. Não estou falando que é esse o caso, até porque nem na internet consegui mais informações, mas eu conheço vermes que atacam cães a toa, jogando tijolos e tudo que tiver ao seu alcance por simplesmente jogar. Infelizmente nenhum nunca o atacou de volta para desconfigurá-lo.

 

Mas se você, é teleguiado pela mídia, a tia Aline vai te ajudar a conhecer o outro lado do tão temido pitbull.

Primeiro, peço que vejam a nova minissérie do Animal Planet “Pitbulls e condenados”

“Não são muitas as pessoas que dariam uma segunda chance a ex-presidiários, mas eu acredito neles. Os 'bad boys' da sociedade se encontram com os chamados 'bad boys' da comunidade canina - e assim a mágica acontece, pois cada um trás à tona um lado oculto do outro: doce, caloroso e comovente.", afirma Tia.”

Mas, se você simplesmente não pode ou não quer assistir a isso, peço que antes de julgar e falar mal por informações que a mídia lhe botou na cabeça você dê uma olhada no site da Pitcão onde mostra cães que foram postos pra rinha, que quase foram mortos porque perderam a luta e que sofreram as maiores barbaridades do mundo sendo por serem calmos e amáveis. Ah! E por favor não vem me dizer que é exceção..

Porque não é possível que essa ONG mantenha-se de pé, com funcionários inteiros e uma idealizadora viva, sendo que o pitbull é esse assassino todo que a TV Globosta.

 

Pensar, nunca fez mal.

Se informar antes de julgar, também não!

pitbull

1 de março de 2011

Receita Óleo de Coco

 

Ingredientes

  • 2 coco secos

Materiais

  • Liquidificador
  • Faca afiada

Modo de Fazer

  • Quebre o coco em cima duma bacia e guarde a água do coco
  • Descasque os cocos (para os inexperientes como eu, coloque os pedaços uns 10 a 15 minutos no forno. Isso fará com que seja mais fácil que o coco saia da casca dura)
  • Tire a parte marrom que sobrou no coco a fim de deixá-lo totalmente descascadoImagem 107
  • Corte os cocos bem fininhos, ou bem pequenos (eu prefiro em lâminas bem fininhas)Imagem 108
  • Despeje os pedaços dos cocos no liquidificador 
  • Despeje a água do coco e bata

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aqui já é o coco batido, rebatendo com o restinho de coco que sobrou

  • Se perceber que ficou pouca água, complete com água filtrada
  • Coe a pasta que formará, ajude com uma colher ou com a própria mão limpaImagem 110
  • Despeje o líquido dentro duma jarra e leve a geladeira
  • Espere um dia a três (se n for ansiosa como eu) e retire a camada branca que ficará por cima

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Prontinho, seu óleo está pronto para ser usado.

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Em outro post falarei dos benefícios do óleo de coco, mas por enquanto deixo vocês com o artigo no site cachorro verde.

Iogurte Natural

 

O Iogurte Natural tem diversos benefícios (como fonte de Prebiotico por exemplo) e é inclusão certa na comida dos meus monstrinhos.

Vi algumas receitas de iogurte caseiro e como a concorrência aqui em casa é forte com o iogurte deles, resolvi fazer em casa porque economizo e não me estresso.

Em todas as receitas que eu vi diziam que eu não podia fazer com leite de caixinha normal, mas como eu não sabia onde vendia outro, eu usei ele mesmo.

 

Materiais:

1L de Leite IntegralImagem 099

250 ml de Iogurte Natural (eu usei mais porque gosto beeem grossinho)

1 Panela Grande

1 Colher para mexer ao final

1 Dedinho mindinho rs

 

Modo de Preparar:

Despeje o Leite na Panela e leve ao fogo.

Deixe seu dedinho mindinho dentro da Panela (LIMPO pelo amor de Deus né?) e quando você gritar “Ai” você desliga (tecnicamente falando, o leite deve estar numa temperatura que você suporte)

Despeje o Iogurte Natural e mecha bem.

Despeje o conteúdo em uma jarra e abafe ela toda. Eu abafei com um monte de pano de prato e coloquei dentro do forno.

Deixe por 8 a 11hrs para coalhar, e pronto.

Quando o iogurte estiver acabando separe uma quantidade para reutilizar na mesma receita. Não precisa utilizar o iogurte comercial de novo.

Fácil né?

 

Oh o resultado:

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oh como fica grossinho

 

O gosto é exatamente o mesmo.

Bom apetite para você e pro seu peludo.

28 de fevereiro de 2011

Prebiotico,um aliado na imunidade e bem estar

 

O que são Prebioticos?

São compostos não digeríveis pelas enzimas do intestino delgado que são fermentados no trato gastro intestinal estimulando a proliferação de bactérias benéficas no cólon, que auxiliam na saúde intestinal do indivíduo. (1,2,4)

Além disso, ela ajuda com que os probioticos (que são assunto para um próximo post) sobrevivam e colonizem mais o trato gastro intestinal dos animais, fazendo assim com que todos os benefícios dos probióticos aumente. (4)

Os oligossacarídeos não digestíveis tem sido utilizados como prebióticos devido a sua maior seletividade fermentativa (1)

Acredita-se que alguns oligossacarídeos tem efeito prebiótico. Os oligossacarídeos mais utilizados com essa função são os glicoligossacarídeos (GOS), lactoligossacarídeos, xiloligossacarídeos (XOS),frutoligossacarídeos (FOS)  e mananoligossacarídeos (MOS). Dentre esses, os que mais vem apresentado resultados bons em cães são o FOS e o MOS.(4)

Fontes naturais desses oligossacarideos não digestíveis são o leite, os vegetais, parede celular de leveduras(1)

Quando adicionados à dieta, a sua especificidade fermentativa estimula a produção de ácidos orgânicos como o láctico e acético. Com isso, o ph intestinal diminui e inibem a proliferação de microorganismos nocivos como Sallmonela spp. Escherichia colli, Clostridium sp. e vários outros. (1)

FOS (frutoligossacarídeos)

Prebioticos-300x198 Ocorrem naturalmente na maioria dos vegetais, grãos e frutas. (4) Dentre esses, vegetais são comuns na beterraba, no alho, na alcachofra, no trigo, no tomate, na chicória e no aspargo. Também estão presentes no açúcar mascavo e no mel. (4)

(Salpicar os vegetais dos peludos saudáveis e no peso ideal que comem alimentação natural caseira com açúcar mascavo é uma boa alternativa, )

Aline Viena de Souza

Eles são altamente fermentáveis por bactérias que habitam o intestino dos cães, porém, a Salmonella sp. e E. coli não conseguem fermentá-la. Sendo assim, os FOS auxiliam na proliferação de microorganismos benéficos em detrimento dos patogênicos como os citados anteriormente. (4)

 

MOS(Mananoligossacarídeos) 

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fonte: http://www.suinos.com.br/fotos_noticias/496f31097c.jpg

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 Sacharomyces cerevisae fonte: http://www.br-business.com.br/port/images/fungos2.jpg

São encontrados nas paredes celulares de leveduras como da Sacharomyces cerevisae (4)

São fermentados moderadamente por Lactobacillus que habitam o cólon do indivíduo e modulam o sistema imunológico e a microbiota intestinal ligando-se aos microorganismos e conservando a integridade das superfícies de absorção do intestino. (4)

Como as bactérias como Salmonella sp. e Escherichia coli agem aderindo-se a mucosa, uma vez que o MOS “se liga antes” não permite assim com que as bactérias adiram à mucosa e consequentemente provoque algum malefício à saúde do indivíduo. (4)

Os MOS são capazes de ativar macrófagos (células de defesa) e provocam a liberação de citoquinas auxiliando na comunicação entre as células de defesa e fortalecendo a “luta contra os invasores maléficos”. (4)

 

Benefícios dos Prebióticos

Eles melhoram o sistema imune, melhora a absorção dos nutrientes e melhora a digestão dos alimentos.(1)

O organismo de humanos e animais quando nascem são estéreis e logo são colonizados por microorganismos nocivos e benéficos. Os benéficos além de ajudar na absorção dos alimentos e na digestão dos mesmos, produzem vitaminas que serão utilizados pelo indivíduo. Por competição, os microorganismos benéficos excluem os nocivos.(1) Bactérias que habitam o trato gastro-intestinal do indivíduo promovem diversos benefícios como a síntese de vitaminas e minerais (bactérias do gênero Bacteroidaceae, Bifidobacterium, Spirillaceae e Escherichia coli.), auxiliar na absorção dos alimentos (Bacteroidaceae, Lactobacillus e Bifidobacterium), prevenção da colonização de microorganismos que causam malefícios ao organismo (Bacteroidaceae, Peptostreptococus, Eubacterium, Lactobacillus, Bifidobacterium e Spirillacea) e limitam a ação dos microorganismos maléficos que conseguem por acaso “entrar” no organismo (todas citadas anteriormente). (4)

Como é que ela influencia na imunidade?

As bactérias que crescem através do estímulo dos probióticos produzem ácido láctico, que produzem substâncias como os lipopolissacarídeos, peptideoglicanas, e ácidos lipoprotéicos que são importantes aliados na estimulação do sistema imune. Essas substâncias produzem citoquinas (células responsáveis pela comunicação das células imunitárias (3)) e ajudam na fagocitose de células macrofágicas e induzem na síntese de grandes quantidades de imunoglobulinas, principalmente, as de tipo IgA.(1,3,4)

 

Quem deve receber?

TODOS. Mas principalmente os filhotes, animais em estresse fisiológico, gestantes, animais em tratamento com antibióticos (nesses o melhor a ser utilizado é uma fonte simbiótica de probioticos com prebioticos). (1,4)

Onde encontrar?

Além das fontes naturais já citadas anteriormente, você pode encontrar em bebidas lácteas como iogurtes naturais.

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Produtos pet da linha organnact também possuem em toda sua linha Sacharomyces cerevisae. Agora, eles lançaram uma linha de suplementos em forma de palito. Esses palitos além de serem totalmente de fibra vegetal (proteína texturizada de soja) ainda possuem a combinação de pre e probióticos, dando saúde ao mesmo tempo que diverte os cães.

GUIA-PET-Familia_Palitos_Organnact-_voce_da_carinho,_ele_ganha_saude_-096cdfcdd9

 

Referências

1.SILVA, Leilla Picolli da, NÖRNBERG, José de Laerte. Prebióticos na alimentação de não ruminantes. Ciência Rural, v.33, n5, Santa Maria, 2003.

2.SAAD, Susana Marta Isay. Probióticos e Prebióticos: o estado da arte. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v.42, n.1, 2006.

3.http://www.myeloma-euronet.org/pt/multiple-myeloma/glossary.php

4. FÉLIX, Ananda Portella. Avaliação de aditivos sobre as características das fezes de cães. Dissertação de Mestrado. 68f, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2009.

26 de fevereiro de 2011

Pânico: sons, fogos e tempestades


Oi gente!!!


Uma das coisas que mais pessoas vêm me perguntar é sobre cães que tem verdadeiro pânico de sons, fogos, trovões e tempestades. E como, infelizmente, eu tenho experiêncianessa área com muitos dos meus cães, tenho boas e simples dicas que tem ajudado alguns amigos meus e espero que ajudem vocês!!!


Existe muito material na net sobre isso. Diversos protocolos complicadíssimos que exigem um bando de coisas que nem todo mundo tem ou tem a possibilidade de conseguir. As dicas vão desde treinamentos semi-profissionais com clicker (que são excelentes mas nada fáceis de aprender) até o uso de medicamentos e drogas que fazem mais mal ao cão que o próprio stress!!! Sempre passando, claro, pela história do "alfa dominante", que nesses casos não só não ajuda como já vi e ouvi muito marmanjo tomando mordida por conta disso.


E nesse sentido não tem como não lembrar da história do Marley, que no livro é possível imaginar todo o desespero do cão e dos donos, mas no filme não ficou tão bem retratado. Para quem leu o livro notou que eles tentaram de tudo: treinamento, isolamento, afagos, dominação, brinquedos.......... tudo! Até que resolveram drogar o cão com calmantes sempre que uma tempestade se aproximasse.


Pessoalmente, não poderia ficar mais revoltada com essa opção! Não que eu seja contra tratar cães com medicamentos, existem desvios que só podem ser tratados assim! Mas nesse caso, eu encontrei outras soluções que considero preferíveis para os meus cães. Até porque, no caso do Marley, como se trata de uma história real, tudo que podia dar errado.... deu!


Eles se tornaram escravos do clima, qualquer tempestade que se aproximasse tinham que dar remédio para o cão; o cão ficou cada vez mais ansioso, mesmo sem ser em hora de tempestade; o cão ficou dependente do remédio e não tinha condições nenhuma de enfrentar uma tempestade sem ele; o dia que eles viajaram ou que não estavam em casa e choveu, o cão destruiu tudo e se machucou bastante!!!


Ou seja... pra mim, não foi uma solução, só aumentou o problema! Para não falar o mal que o excesso de medicamentos pode causar!!!



Então vou ensinar vocês algumas coisas que meus cães me ensinaram sobre o que fazer e o que não fazer quando eles estão com medo de coisas que não podemos controlar:


O que você NUNCA deve fazer:


- Não brigue, puxe, tracione com a guia, espante ou obstrua a passagem de um cão em pânico. Além de piorar a situação, você pode tomar uma mordida, por mais que seu cão goste de você, ele está fora de si. De preferência nem encoste nele.


- Não afague, coloque no colo ou fique grudado nele. Isso pode gerar uma dependência e, quando você não tiver lá e ele não terá solução.


- Não demonstre ansiedade, preocupação ou nervosismo. Andar para um lado e para o outro, toda hora ir lá olhar para ele, falar alto, falar fino, gritar, ficar com "dozinho" fazendo carinho toda hora.



O que eu recomendo que funcionou muito bem para mim:


Arrume uma casinha de cachorro, caixa ou algum canto da casa que seja só dele. Tem que ser fechado, com uma entrada só e um lugar isolado, que não seja caminho de ninguém e fique o mais tranquilo possível, longe de muito barulho da rua e gente estranha. Se for o canil dele, tanto melhor!


Durante os dias normais, ensine a ele que esse é o lugar mais legal do mundo. Dê comida, petiscos, encoraje ele a entrar e a dormir lá. Dê muita atenção a ele lá dentro, muito carinho mesmo. Até que esse seja "o lugar dele", que ele escolha ficar, que tenha paz.


Quando a tempestade ou os fogos começarem, leve ele, chamando, oferecendo petiscos e mostrando animação até a casinha. Deixe que entre, faça um carinho, elogie e se afaste. Mas fique um pouco por perto. Se ele sair, convide a voltar, mas sem encostar ou falar fino ou alto. Se ele ficar lá, vá se afastando aos poucos até poder deixar ele lá.




Os efeitos são melhores se a toquinha ficar perto de onde ele possa ouvir a voz dos donos conversando. A minha cadela tem 2 toquinhas: uma ao lado da sala e outra ao lado da cozinha. Ela, que entrava em panico, corria, se debatia e se machucava todo o ano novo, agora dorme feliz dentro da casinha ouvindo a gente conversar até os fogos acabarem!!!



Por que isso vai funcionar?


É natural sentir medo, epecialmente do que não conhecemos. Animais selvagens são bem "medrosos", e é isso que os mantém vivos: qualquer sinal de perigo se escondem! Com a domesticação tendemos a selecionar cães que não demonstrem tanto medo, ou até que ignorem estrondos. Só que alguns cães nascem como seus ancestrais e são sensíveis a esses sons. Outros ainda tem algum tipo de trauma, mas de um jeito ou de outro, a solução é a mesma!


Ter medo é natural, mas não é ele que causa o stress! O que causa o stress e libera todas as substâncias que fazem mal ao corpo é a falta de solução e o tempo que dura o problema. Se um cão souber que tem um lugar só dele, seguro, uma toquinha em que nada poderá acontecer com ele, não passará mais stress da mesma maneira! Estará protegido como seus ancestrais que faziam suas tocas para se proteger, ou um filhote que vai para perto da mãe.


O medo continua??? Claro! Mas você não terá um cão com um ataque de pânico se machucando e nervoso. Ele vai ouvir os barulhos ou sentir a chuva e vai, sem dificuldade, achar sua toquinha, deitar, esperar passar. Com o tempo será como a minha: mesmo sem remédio vai dormir até o ano novo chegar e ninguém mais soltar fogos! hehehehe


Sem remédios, sem forçar, sem mordidas, sem noites mal dormidas, sem depedência e sem mimimi!!!

24 de fevereiro de 2011

O Mundo Pet dá a volta: Febre Maculosa em cães

 

Essa é a nova seção do blog. Significa que o nosso mundinho voltará a uma postagem para responder quando pertinente algum comentário com dúvida deixado por vocês.

Hoje para começar, vou responder a pergunta do fofo Ed Wood sobre o post Erlichiose ou Doença do Carrapato.

Quem tiver mais dúvidas sobre o conteúdo das postagens, deixem nos comentários as dúvidas ou mandem e-mails para alinevienamev@gmail.com ou luciana_fiuza@hotmail.com que iremos responder assim que possível.

Ed Wood Pergunta:

Oi, tia Aline. Como cão beagle, sou inteligente e me interessei por esse assunto. Aqui no sítio tem muito carrapato e eu sofro com eles. Mãe Nina tem usado uns remédios, uns tais de Program e Revolution, mas continuo pegando carrapato. É que sou muito arteiro e vou nos lugares onde têm as cabras, as vacas, e até onde estão as capivaras. E também costumo passear no sítio vizinho, que tem cavalos. Aí, me ocorreu uma coisa. Aqui na minha região, cidade de Itatiba, próxima a Campinas/SP, andaram ocorrendo alguns casos de febre maculata, transmitida por carrapatos que, aparentemente, seriam vetores dessa doença proveniente de capivaras contaminadas. Nós, cães, também poderíamos estar sujeitos a ela?
Uma lambida bem carinhosa no seu coração.

Resposta da Luciana:

oi ed!

sobre os carrapatos, eu também tenho cães em sítio e faço o seguinte: todo o mês aplico 1 pipeta neles, cada mês uma marca diferente com ativos diferentes. todo mês religiosamente, sempre no mesmo dia. mesmo assim já aconteceu de achar 1 carrapato, então verifico eles todos os dias! a escovação ajuda também...
outra solução são as coleiras que são para carrapatos, pulgas e mosquitos. mas meu veterinário não gosta especialmente porque meus cães vivem dentro d'água.
espero ter ajudado!!

Resposta da Aline

Bom Ed, eu tive que pesquisar pra trazer para você a resposta e acredito que seja útil não só a você e a sua mamis, como a muitos leitores que vivem em regiões como a tua.

Quando fui procurar sobre “febre maculosa” o que eu achei foi:

“A febre maculosa é uma infecção aguda causada por uma bactéria, a Rickettsia rickettsii. O homem é infectado através da picada do carrapato que eventualmente carrega esta bactéria nas suas glândulas salivares.”

ABC da Saúde

Como sou chatinha e gosto de fontes de confiança, peguei essa informação e fui para o Google Acadêmico onde eu consigo achar artigos científicos sobre o assunto que eu queira.

carrapatoFonte: http://www.merial.com.br/donos_caes/produtos/linha_frontline/campanha/images/carrapato.gif 

Histórico:

O primeiro caso conhecido de Febre Maculosa das Montanhas ocorreu em 1896, em Idaho, EUA onde foi chamada de “Doença Febril Endêmica” . Apenas em 1902 descobriu-se a participação do carrapato na transmissão da doença e em 1916 a bactéria causadora foi nomeada como Rickettsia. No Brasil, ela foi “descoberta” na década de 30 tendo vários casos de óbito devido à doença, onde até hoje assola alguns estados como São Paulo e Minas Gerais, estes tendo a maior incidência da doença diagnosticada.

Agente etiológico(causador):

A Rickettsia rickettsii é uma bactéria causadora da Febre Maculosa das Montanhas Rochosas, que no Brasil, primeiro foi reconhecida como Tifo Exantemático e hoje é chamada de Febre Maculosa Brasileira. A R. rickettsi vive dentro (mais precisamente nas glândulas salivares e ovários(4)) dos carrapatos, sendo estes, seus hospedeiros naturais, reservatórios e vetores(ou seja, quem as transmite a outros indivíduos).

visuel-Rickettsia-rickettsii-cc3

Fonte: http://www.vulgaris-medical.com/upload/visuel-Rickettsia-rickettsii-cc3.jpg

Vetor(transmissor):

A espécie mais comum de carrapato a “albergar” a R. rickettsii é o Amblyoma cajannense. Porém, não é a única, tendo também como albergadores da Riquettsia rickettsi espécies de carrapato como A.aureolatum, A. ovale, A. brasiliensis e A. cooperi. Entre esses, o A. aureolatum tem sido amplamente difundido pelo Brasil parasitando diversos animais como cabras, cães, bois, gambás, capivaras, veados e vários canídeos selvagens.

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Amblyoma cajannense

Fonte: http://www.fiocruz.br/ccs/especiais/emergentes/emergentes2_fer.htm

Sintomas:

Nos seres humanos a sintomatologia clínica é de febre, cefaléia e exantemia, calafrios, prostração, mal estar, mialgia, artralgia, erupções cutâneas maculopapulares.

febre maculosa

Fonte: http://www.brasilescola.com/upload/e/febre%20maculosa.jpg

O cão também é susceptível à Febre Maculosa tendo a mesma sintomatologia clínica que os humanos, porém, na maioria dos casos, o animal portador não demonstra clinicamente afecções sendo classificado então como uma doença subclínica na maioria dos cães .

A sintomatologia em cães que é o importante para esse espaço começa a aparecer 2-3 dias depois da infecção e o primeiro sinal é de febre. De 4-5 dias depois começam a aparecer lesões cutâneas em forma de vesícula, petéquias, ou ecmoses hemorrágicas que são seguidas por depressão, anorexia, descarga nasal, ocular, tumefação escleral, tosse, dispnéia e aumento de sons bronco vesiculares(3). Nos exames complementares podes ser encontrados Anemia e leucocitose(aumento dos leucócitos-células de defesa). O endotélio vesicular também apresenta-se com injúrias e a permeabilidade vascular fica comprometida por isso.

Epidemiologia:

Essa doença normalmente ocorre mais em zonas rurais e está relacionada com o aumento da quantidade de parasitas transmissores na região, porém em uma pesquisa feita em Porto Alegre (2) mostrou que cães vadios apresentavam-se infestados basicamente por carrapatos da espécie Rhipicephalus sanguineus e pelo Amblyoma aureolatum mostrando assim que pode sim, haver em áreas urbanas casos de Febre Maculosa na área urbana.

Nesse estudo, o que eu achei impressionante foi que em 236 cães, eles encontraram nada mais, nada menos que 5294 carrapatos sendo que 93,22% dos animais estavam infestados com o R. sanguineus, 2,97% com A. aureolatum e 3,81% estavam infestados por ambas espécies.

Só pra ser chata lembrar mais uma vez, você que cruza seu cãozinho lindo, com a cadelinha linda da vizinha e essa vizinha larga todos na rua, ou dá pra uma prima do cunhado do sogro da irmã que joga na rua, lembre-se da sua participação culpa pela disseminação de carrapatos na rua e seus “brindes”. Não se esqueça também que vocês estão pondo em risco não só a saúde do seu machinho das bolinhas balançantes, como do seu filho, sua esposa, sobrinho, tia, avó e até a sua. Abandonar cães é crime e questão de saúde pública.

PINTER et al. detectaram 16 cães(de 25 estudados) capturados da cidade de São Paulo que obtiveram uma titulação alta pelo teste de imunofluorescência indireta(IFI) para Rickettsia spp e concluíram que cães são importantes sentinelas da Febre Maculosa em locais onde exista alta incidência de Amblyoma aureolatum.

 

Diagnóstico:

Apesar da importância que sempre ressaltamos aqui no blog de exames laboratoriais complementares, a Febre Maculosa é uma doença que em áreas endêmicas a sintomatologia deve ser razão suficiente para o começo imediato do tratamento. Isso porque sua alta letalidade não aguarda o prazo dado pelos laboratórios.

Porém, durante o tratamento deve-se fazer o tratamento a fim de saber se é mesmo a Febre Maculosa. Esses exames são: hemograma, biópsia de pele, isolamento em carrapatos retirados do paciente, PCR,

Tratamento:

O tratamento deve ser o mais rápido possível, tendo prognóstico bom antes do 5º dia e ruim depois do mesmo prazo. O indivíduo é submetido a antibioticoterapia que deve durar o tempo necessário para que o mesmo se recupere e esteja estável.  

 

Espero ter ajudado.

Beijinhos.

 

 

Referências.

1. RIBEIRO, Vera Lúcia Sardá, et.al., Espécies e Prevalência das Infestações por Carrapatos em cães de rua da cidade de Porto Alegre, RS, BR. Ciência Rural, v.27, n. 2. Santa Maria, 1997.

2.MELLES, Heloisa Helana B., COLOMBO, Silvia, SILVA, Marcos Vinícius. Febre Maculosa: Isolamento de Rickettsia em amostra de biópsia de Pele. Rev. Inst. Med. Trop., v. 34, n.1, p. 37-41, 1992.

3. PINTER, Adriano et al., Sorologia para Rickettsia spp. em cães e humanos de uma área endêmica para febre maculosa brasileira no Estado de São Paulo, Brasil. Caderno Saúde Pública. v.24. n.2. p. 247-252, 2008.

18 de fevereiro de 2011

Erliquiose ou doença do carrapato

 

 

 erlichiose

http://www.mariafillo.org/bau_da_fillopag06a.htm

Muitos de nós tememos ou já tivemos que passar pelo tratamento de um animal com Erlichiose, ou melhor, Doença do Carrapato. Eu mesma sou uma que estou lutando contra essa maldita.

Essa é uma doença bastante “comum” principalmente nas regiões tropicais e subtropicais como aqui no Brasil .¹ É bem verdade também que está bastante banalizada e falsamente diagnosticada por profissionais que por preguiça, ou qualquer outro motivo que não me vem na mente, diagnosticam um animal sem provas suficientes como portador da Erlichiose.

Porém o que muitos veterinários parecem não saber é que a Erliquiose pode ser ter semelhanças clínicas com outras doenças como Trombocitopenia auto-imune, lupus eritrematoso, leucemia, Coagulação intra-vascular disseminada, neoplasia esplênica, e esplenite sendo assim de suma importância exames complementares para o devido diagnóstico de erlichia.

Como é que meu animal pega a Doença do Carrapato?

Um carrapato contaminado normalmente da espécie Rhipicephalus sanguineus com a Erlichia canis transmite ao seu animal a Erlichia ao sugar o sangue dele. Sua saliva torna-se potencialmente transmissora da erlichia que ele alberga.(3)

O Carrapato responsável pela erliquiose canina (Rhipicephalus sanguineus) gosta de se esconder em tocas, ninhos e até em esconderijos em canis.Ele habita ambientes urbanos. (6)

carr20

http://www.icb.usp.br/~marcelcp/Rhipicephalus.htm

Mas, e a erlichia? O que é? Ela é uma bactéria intracular obrigatória (ou seja, só sobrevive dentro de células) que prefere as células eucarióticas como os leucócitos, plaquetas, neutrófilos e monócitos .(1,2,3,4)

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Erlichia dentro de linfócitos

http://patclinveterinaria.blogspot.com/2010/09/ehrlichiose-canina.html

O animal também pode ser parasitado pela erlichia ainda dentro da barriga de sua mãe. Se essa por sua vez estiver infectada, junto com as inúmeras trocas que ocorrem entre mãe-filho pela placenta e vasos endoteliais, a erlichia irá também ser transmitida aos descendentes². Além dos filhotes poderem “pegar” a “doença do carrapato através da mãe”, eles podem não ter essa “sorte” e morrerem precocemente ou nascerem malformados.(2)

Isso acontece porque como a hemoglobina é a célula responsável pelo transporte de oxigênio, e a erlichia age causando hemólise (ou seja, quebrada da hemoglobina) o corpo da cadela fica mal oxigenado e consequentemente seus filhotes também. Tudo isso é importante para se mostrar a importância de todo um acompanhamento antes, durante e após a gestação. (Posse responsável em primeiro lugar sempre)(2)

A erlichia não afeta apenas os cães,eles  podem ser importantes fatores de zoonose transmitido também para os humanos. Na América do Norte, ainda se tem a erliquiose humana que é transmitida pela Erlichia chaffensis. No Brasil as doenças transmitidas por carrapatos a humanos não tem significância suficiente na Saúde Pública humana.( 4)

Carrapato180

http://dogsfofuxos.blogspot.com/2009/11/cuidados-com-o-seu-cachorro-carrapatos.html

Os animais silvestres, gatos, cavalos e bois também podem ser afetados por essa doença.

Sintomas:

O animal pode apresentar  três formas da doença: a aguda, a subclínica e a crônica.

A aguda caracteriza-se por anemia, febre, emagrecimento, depressão, anorexia.¹ É a fase que a erlichia ainda pode ser diagnosticada através de esfragaços sanguíneos retirando gotas de sangue da orelha do cão.

Normalmente esses  sintomas começam a aparecer 10 a 14 dias depois da infecção.

A diminuição das plaquetas é um achado em 100% dos animais infectados² devido à característica da erlichia em causar destruição das células sanguíneas (hemólise). Com isso podem acontecer pequenas hemorragias pelo corpo. Alguns animais apresentam petéquias pelo corpo e sangramento nas mucosas. (5)

Porém, os sintomas não são apenas febre, devido à sua ação a erlichia também pode afetar os olhos dos cães causando opacidade da córnea e uveíte.(5)

Da fase aguda, o animal pode-se curar totalmente ou evoluir para a frase crônica.

A fase subclínica é caracterizada pela falta de sintomas clínicos¹; Os animais da fase subclínica (ou assintomático) podem se curar sozinhos da doença  ou passar pra fase crônica. Essa fase subclínica pode durar até de meses até 4 a 5 anos².

Na fase subclínica, o animal pode apresentar elevados títulos de anticorpos contra a erlichia, mas mesmo assim ser assintomático.³ É o que está acontecendo com o meu Pepe. Nenhum sinal e as plaquetas um pouco abaixadas, mas a titulação dele está altíssima.

Além dessas duas fases, o animal também pode ter a fase crônica que advém da fase aguda² e  aparece normalmente 1 a 4 meses após a picada do carrapato sendo caracterizada por aumento de baço, perda de peso, sinais neurológicos, diminuição das plaquetas e leucócitos.¹ A fase crônica é a última das etapas da erlichiose podendo ser tão severa que leva o animal a óbito.

Nessa fase, as plaquetas estão bem abaixo do normal, os animais apresentam-se caquéticos, apáticos e com susceptibilidade a infecções secundárias por sua imunidade estar muito baixa². e normalmente é necessário entrar com transplante sanguíneo para o animal conseguir ter forças para lutar contra o agente. Os animais podem também apresentar devido à baixa muito grande das plaquetas sangramentos na pele, olhos, nariz e mucosas. Além de diarréias sanguinolentas que são chamadas de melena.

No leucograma(avaliação laboratorial das células de defesa) também pode ser notado uma baixa dos leucócitos.¹

Além desses sintomas, o animal também pode apresentar aumento do fígado(hepatomegalia), aumento do baço (esplenomegalia), linfadenomegalia, distúrbios cardíacos e respiratórios, nervosos e oftalmológicos. ²

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito através de avaliação clínica do animal e da avaliação do hemograma e leucograma do mesmo.

Se o animal estiver na fase aguda, pode-se fazer um esfregaço sanguíneo retirando uma gota de sangue da orelha do animal onde irão se encontrar mórulas de erlichia na pesquisa pelo microscópio(5).

A detecção dos anticorpos para Erlichia Canis através da técnica de imunofluorescência indireta de anticorpos também um dos aliados na hora de diagnosticar seu animalzinho.

O método de ELISA normalmente é utilizado em animais na fase subclínica e crônica devido à pouca “quantidade” de mórulas de Erlichia no sangue.

Além dessas técnicas, ainda temos o PCR que é a detecção do DNA da erlichia no animal. A técnica de PCR é bastante específica e é encontrada nos animais desde os primeiros dias de infecção, desde que seja feita de uma forma correta. (5)

 

Tratamento

O animal é tratado com um antibiótico que tem duração no animal de 10 a 12 horas sendo portanto necessária a administração duas vezes por dia (12 em 12 horas) e o demais tratamento deverá ser de suporte, para anemia, hemorragias, desidratação, etc.

O tratamento dura de 21 a 28 dias initerruptos.

 

Prevenção

A melhor forma de prevenir é evitar que seu cão seja picado pelo carrapato. Infelizmente, a maioria dos produtos anti-carrapaticidas do mercado tem a necessidade de que o animal seja picado. Surgiu agora um prac-tic da novartis que promete matar o carrapato por contato na maioria das vezes, e a meu ver, é um aliado contra a Erliquiose.

Packshot-final-ALTA

http://guiauniversopet.com.br/2011/02/08/novartis-saude-animal-lanca-novo-medicamento-contra-pulgas-e-carrapatos/

Além disso, o tratamento do ambiente é muito importante. Eu particularmente sou fã do MyPet pois foi o único que deu jeito na última infestação que tive aqui em casa.

 

 

 

Referências

1. DIAS, Gabriela Cristina Gibrin, TIEPO, Juliana Franzé. Erlichiose Canina. Universidade Castelo Branco. São José do Rio Preto, novembro,2008.

2. MELO, Renata Gabriela Ambrosina Silva de Melo, et.al., Erlichiose como um fator agravante  da gestação.

3.MENESES, Íris Daniela Santos de, et.al. Perfil clínico Laboratorial da erlichiose monocítica canina em cães de Salvador e região metropolitana, Bahia. Revista Brasileira Saúde Prod. Animal, v.9, n.4, p. 770-776, out/dez 2008.

4. PACHECO, Richard Campos. Zoonoses transmitidas por carrapatos. setembro,2008. Guarapiri, ES.

5. SOUSA, Valéria Regina Franco, et. al. Avaliação clínico molecular de cães com erlichiose. Ciência Rural, Santa Maria, v.40, n. 6, p. 1309-1313, jun 2010.