28 de dezembro de 2010

Dica de leitura boa

Já sigo o @blogbigodes há um tempo no twitter e hoje resolvi ir olhar o blog dele e simplesmente me encantei. Tem vários textos super interessantes, fontes e tudo o mais. Tudo muito atual e inovador. Coisas para se ler com a mente aberta e vontade de aprender.

Não deixem de ir lá e ler principalmente este artigo, este artigo, este artigo e este daqui.

São leituras obrigatórias para quem quer aprender um pouco mais sobre seu melhor amigo.

Beijos

 

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27 de dezembro de 2010

Brake

Resolvi dar uma parada nas postagens do livro.

Por que?? Porque eu simplesmente não sei o que os leitores estão achando. Não há respostas e issso acaba me deixando meio insegura. Como é uma série longa, pode acabar tornando-se chata cansativo a leitura dele.

Então, é isso.

Quero dar apenas uma dica a vocês que é a Sara Favinha da Tudo de Cão está respondendo questões sobre latidos excessivos lá no site Mãe de Cachorro.

O texto é ótimo e vale a pena dar uma olhada.

 

Beijocas para todos.

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meu cunhadinho e minha cunhadinha peludoos

26 de dezembro de 2010

Série Don’t Shoot the Dog VI

Reforço condicionado

O que acontece especialmente quando treinamos usando petiscos como reforço é que não conseguimos “parabenizar” no momento da performance que você encorajou a acontecer acontece.Quando se treina golfinhos para pular por exemplo, não consegue-se reforçar no momento que ele está no ar. Se a cada pulo que o animal der, um peixe for jogado, uma hora ou outra ele vai associar o pulo à comida e irá pular mais vezes. No entanto, ele não tem como saber qual foi a forma que eu mais gostei do pulo. Com isso, leva-se a muitas repetições até que o animal aprenda qual é a forma exata que eu quero que ele se comporte. Para fugir desse problema, nós usamos reforço condicionado.

 

Um reforço condicionado é inicialmente sem sentido ( um som, uma luz, um movimento) que é apresentado durante ou antes de se dar o petisco.

Para golfinhos, treinadores usam um apito que a policia usa que o animal pode ouvir de longe e em baixo da água, além do que, deixa as duas mãos livres para os sinais manuais e dar o peixe. Para os outros animais, usa-se muito o clicker que é um barulhinho semelhante ao de um mouse ou uma palavra reservada para propor um reforço condicionado como “bom garoto” “boa menina” ou “muito bem”.

 

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Reforços condicionados são abundantes em nossas vidas.

A formação prática em treinamento animal com reforços positivos deve sempre começar com reforços condicionados. Antes de começar qualquer treino e do animal saber qualquer coisa em especial, deve-se apresentar o condicionador de reforço. Antes mesmo da comida, carinho, elogio ou qualquer outra coisa. Quando animal já começa a reconhecer o sinal de “bom menino” você já pode começar a entrar com um reforço verdadeiro. Quando você estabelece o condicionador de reforço você tem como falar ao animal exatamente o que você quer do seu comportamento.

O condicionador de reforço é extremamente poderoso. Associar condicionador de reforços com vários outros reforços primários torna-o incrivelmente poderoso. O sujeito pode não estar querendo no momento comida ou carinho, mas ao ouvir o condicionador irá logo associar a algo útil e prazeroso. Uma vez estabelecido o condicionador, você tem que tomar muito cuidado para não jogá-lo simplesmente de lado ou dá-lo sem necessidade e fazer o seu poder se esvair. A autora fala sobre crianças que vão montar em seus pôneis. Ela não tem regras, apenas uma única de não dizer “bom pônei” para os pôneis sem eles terem feito nada pois esse é um reforço guardado para quando ele fizer algo real que merecer o “good pônei”.

Elogios sem sentido ou falsos fazem com que quando o animal ouvir de numa situação real não tenha tanto sentido.

Gente, eu vejo pelas estatísticas que as visitas estão boas, mas por que vocês não comentam?? Não é um falso elogio não, ta? Toda vez que eu vejo um comentário que seja tenho vontade de fazer a próxima tradução mais rápido para que vocês gostem cada vez mais. Então, nãoo faz isso com a tia Aline não, faz um comentáriozinho, ta? Hahaha

Beijos e feliz natal.

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Essa é uma tradução feita por mim, Aline Viena de Souza e não tem permissão prévia para ser reproduzida em nenhum outro lugar. Se houver interesse, entre em contato conosco.

25 de dezembro de 2010

Série: Don’t Shoot the dog (V)

Tamanho do reforço

Treinadores iniciantes que usam comida como reforço geralmente são confundidos com o tamanho que um petisco pode ter. A resposta é: tão pequena quanto você poderia sair com ela. Quanto menor o petisco, menor será o tempo em que o animal gastará comendo.Isso não encurta apenas o tempo, ele permite também que o animal receba mais reforços por sessão antes que se sinta satisfeito e desinteressado pela comida.
Geralmente, um pedaço pequeno de uma comida que o animal realmente goste já é suficiente para que se torne interessante para o animal ser treinado e associe os comandos e ensinamentos.
Uma regra de ouro do treinamento é que você pode dar até um quarto da alimentação diária do animal em petiscos durante o treino, o resto você dá livremente. Se você tiver tempo para três ou quarto sessões por dia, você pode dar até oitenta por cento da quantidade diária de comida do animal no treino e dar os outros vinte por cento normalmente. É o que parece o máximo para manter o interesse do animal.
A dificuldade sobre a tarefa também tem algum efeito sobre o tamanho do reforço. A autora relata que uma vez diante do esforço que as baleias do Sea World fizeram (22 pulos) deveriam dar-lhe uma cavala inteira. Depois, quando foram reforçar com os pequenos pedaços de sempre, a baleia simplesmente recusou-se a fazer todos os movimentos por um pequeno cheiro de outro peixe.
Portanto, devemos ter em mente que os petiscos não são o ponto principal do treino, e sim, o objetivo para o qual o animal está sendo treinado. Devemos ter inteligência pra tornar o treino cada vez mais interessante para nossos animais.
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Essa é uma tradução livre feita por mim, Aline Viena de Souza do livro Don't Shoot the dog de Karen Pryor. Não tem, portanto a autorização prévia de ser reproduzido total ou parcialmente sem a minha devida permissão.

23 de dezembro de 2010

Série: Don’t Shoot the dog IV

Tempo de reforçar

Como já foi dito anteriormente, o reforço é usado em conjunto com a ação com o intuito de modificá-la. O momento da chegada do reforço é a informação do que você quer exatamente do aluno. Quando alguém está tentando ensinar algo a alguém, o conteúdo informacional torna-se mais importante que o próprio reforço. Relutantes reforços é o maior problema de treinadores iniciantes.

O cachorro senta, mas o tempo que o dono demora de dizer “bom menino” ou “parabéns” o cão já se levantou de novo. Então, qual comportamento o “bom cachorro” marcou?! Levantar. Quando você percebe que você está tendo problemas no seu treino, a primeira pergunta a se fazer é se não está reforçando tarde demais.

Se você está treinando um cão ou uma pessoa, vale a pena ser filmado no meio para perceber se está reforçando tarde demais. A Lu fiúza daqui já me contou que adora filmar ela treinando seus animais porque ela consegue ver erros posturais, pequenos erros que na hora ela nem percebe que cometeu.

Nós sempre reforçamos alguém tarde demais. Reforçar alguém tardiamente pode ser bastante prejudicial.

Reforçar logo de início também é algo inefetivo. Se prometemos algo a crianças, ela talvez com o tempo comece a dizer que não consegue porque todas as vezes as suas tentativas que foram recompensadas e não os seus atos. Um cachorro receber premio toda vez que ele faz menção de começar o comportamento é o mesmo de dizê-lo “mesmo que você não faça tudo, você sempre será recompensado”

O tempo é igualmente importante quando. Quando você chuta o cavalo para andar, ou puxa sua rédea para a esquerda, a cessão desse comportamento é o mesmo que dizê-lo “ok, você fez o certo” Mas se você fica chutando o tempo todo, o seu reforço perde o efeito porque o cavalo pensa “que chato esse cara, só fica me chutando e eu já estou correndo o quanto posso”. Para ilustrar melhor, pense naquele patrão que pra ele tudo está errado? Você pode até perceber que fez alguma coisa errada, mas a sua reclamação não vai passar de burburinho aos seus ouvidos. O reforço negativo tem que parar assim que o comportamento indesejável pare, ou quando o desejável comece.

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Esse texto é uma tradução livre feita por mim Aline Viena de Souza e não tem a autorização de ser reproduzido parcial ou inteiramente em outro lugar sem as devidas formalidades de permissão.


20 de dezembro de 2010

Série: Don't shoot the dog III

Reforço: Melhor que recompensa

O treino pode ser feito quase que inteiramente de reforços negativos e muitos treinadores tradicionais tem feito desse jeito.

Cavalos aprendem a virar à esquerda quando a rédea é puxada porque a pressão irritante cessa quando a curva é feita. O leão vai de costas e fica em cima de um pedestal porque quando ele senta lá, a cadeira ou o chicote são tirados da sua frente.



Reforço negativo no entanto, não é o mesmo que punição. A diferença está que a punição é feita depois que o comportamento que se quer mudar já foi feito, e não tendo muitas vezes efeito de modificar o comportamento. Uma pessoa que por exemplo leva bomba nas notas, pode estudar mais da próxima vez e se dar bem nas próximas provas, porém, ele não pode modificar a nota que acaba de receber.



Quando punimos com intenção, normalmente fazemos isso tarde demais. Porém, essa não é a atual diferença entre punição e reforço negativo.

Comportamentalistas modernos entendem como punição tudo aquilo que faz o comportamento parar na hora.

Um neném que coloca coisas metálicas na parede, provavelmente vai ouvir um berro de desespero ou receber um tapinha em sua mão e o comportamento de inserir o objeto metálico na tomada irá parar na hora. Milhares de outros comportamentos e coisas irão acontecer após isso. O neném irá se assustar, irá chorar, sua mãe sentirá pena, fará um carinho mas, pelo menos, o objeto metálico na tomada irá cessar na hora (talvez o bebe possa repetir futuramente). Isso é o que a punição é.

Skinner define punição como o que acontece quando o resultado leva a perda de algo desejável ou quando o comportamento resulta em algo desconfortável. No entanto, quando o comportamento em curso pára, nós não temos previsão de como acontecerá no futuro. Nós sabemos que o reforço fortalece o comportamento no futuro, mas não sabemos para onde a punição pode levar.

Os comportamentalistas então, olham do seguinte jeito: a diferença entre punição e reforço é o resultado que isso irá trazer.

Reforço negativo pode ser usado efetivamente em um treino e apesar de todos os aversivos utilizados, os resultados poderão ser positivos.

Lhamas por exemplo, são animais muito tímidos e de difícil abordagem se não forem treinadas desde novas. Usava-se muito, reforços como comida para que as Lhamas se aproximassem. Porém, muitas são muito ariscas para permitir qualquer tipo de aproximação, mesmo que elas sejam recompensadas com comida depois. Os novos treinadores estão usando o clicker. A cada vez que elas se deixam ser aproximadas e ficam paradas, eles clicam e vão embora.

É como dizê-las “vou chegar só meio metro de você e não irei fazer nada, se você ficar parada, depois disso irei embora, ok?!”.

Esse processo leva a Lhama a pensar “é, toda vez que fico parada, a pessoa assustadora vai embora.” Permitindo uma aproximação mais rápida, as vezes em questão de 5 a 10 minutos.

Quando alguém toca a Lhama diversas vezes por um longo tempo e depois sai, o gelo é quebrado. Essa pessoa passa a não ser tão assustadora. Agora então, é a hora de entrar o balde de comida. Cria-se então um laço na relação. É como você dissesse “posso tocar em você e você irá ficar parado? Sim?! Eu irei então clicar e te dar essa deliciosa comida.” E a Lhama então tem esse perfeito reforço positivo para o novo comporamento de ficar parado. Ela ganha carinhos, arranhões carinhosos e comida, isso tudo em troca de ficar parada ao invés de correr para longe cada vez que alguém se aproxima. Essa técnica de recuar, ou cair fora cada vez que o animal fica parado é muito utilizado nas técnicas dos “encantadores de cavalo”.


Muitos encantadores desses irão se utilizar de supertições como sons e movimentos que na verdade são apenas marcadores de comportamento. Porém, por mais bonito que possa parecer suas teorias, não são mágicas, são apenas formas operantes de treinamento por reforço.

Enquanto o treinamento com reforços negativos é útil, é bem importante lembrar que no reforço negativo também existe punição. Punição excessiva pode levar a efeitos colaterais nada desejáveis ao treino.


Esse texto é uma livre tradução da obra de Karen Pryor "Don't Shoot the dog" feita por mim, não tendo portanto nenhuma autorização para reproduzi-la em outro local sem as devidas permissões.

19 de dezembro de 2010

Hospedagem para cães


Vai viajar no final do ano?? Vai deixar seu amiguinho peludo num hotel??
então vai ai algumas dicas de um local bom:

1. Veja as instalações e a limpeza do local
2. Pergunte sobre o tempo em que os animais ficam soltos e como é a dinâmica de "vigilância" dos hospedados
3. Veja bem quais são as exigências que irão te fazer (como vacina em dia, vermifugação, anti-parasiticida)
4. Veja se tem algum veterinário que irá ficar de plantão. Nunca se sabe quando emergências poderão acontecer e não serão fachineiras que irão ter o melhor tratamento para seu cão.
5. Seu cão fica nervoso com fogos? Lembre-se: ele estará num local desconhecido, longe dos seus amados donos e haverá fogos. Converse com seu veterinário e caso veja necessidade fale sobre a possibilidade de sedá-lo levemente.
6. Veja como será a dinâmica de alimentação
7. Anote tudo e não fique com vergonha de falar aqueles "mimos" (que as vezes não são mimos e sim formas como seu cão costuma agir)
8. Se seu cão for agressivo com outros cães, avise. Ele deverá ser solto isoladamente dos outros cães, até porque você não quer que seu peludo traga malefícios para outros peludos né?
9. Se seu cão come AN converse com o dono do hotel sobre a possibilidade
10. Não minta nada ao dono do hotel, é injusto para ele, para os outros hóspedes e para o seu cão que trará surpresas talvez nada agradáveis.


No mais, curta as festas e volte logo porque ele irá sentir falta de você.