23 de abril de 2012

Conflito: liderar X trollar seu pet


eu te amo incondicionalmente!!!
Tem menina super poderosa por aí que lê ou vê na TV e na net que deve liderar seu animalzinho, especialmente cães. E interpreta que isso é o mesmo que pisar na cabeça dele com salto fino quinze e bico fino, fazer todas as suas próprias vontades e descontar qualquer tipo de dia ruim ou frustração no pet. Nega, deixa o bicho! Coma chocolate!

  O mesmo para os meninos-ogros que só porque estão na moda acham que tem que dominar os bichinhos no mais puro estilo uga-buga, batendo no peito, gritando coisas sem sentido e querendo que todas as coisas do universo aconteçam do modo que ele estipulou mesmo que não façam o mínimo sentido para o animalzinho! Meninos, deixem o bicho, chamem as meninas do parágrafo anterior para um hagendasz de chocolate belga no shops e teremos pets mais felizes no mundo!

  Brincadeiras a parte, falando sério agora, um dos maiores motivos de conflito é dizer que se abrir mão da sua vontade, ou do que você estipulou como meta é abrir mão da sua liderança. ÓBVIO QUE NÃO. E para isso há de ser saber bem o que é liderar.

  A justificativa sobre liderança é dar segurança e uma referencia mais natural para seu pet, certo? Especialmente se tratando de cães e cavalos isso é muito falado, eles precisam de um pulso firme que diga os limites como teriam no ambiente natural por serem seres sociáveis etc etc. ok. Já viu um lobo alfa comandando senta? Fica? Dá a pata? Fica quieto enquanto o veterinário tira seu sangue??? Eu nunca vi!
o almoço está ali! sigam-me!
  O que um líder natural faz, até entre humanos, é fazer o que é melhor, que garante a sobrevivência, e o grupo vai atrás. Sabe por quê? Não é porque ele faz chantagem com petiscos, nem porque ele bate nos outros até que o reconheçam como líder. Ele é seguido porque quem o segue consegue a melhor caça, o melhor abrigo e, estando naquele grupo, é melhor protegido dos predadores.  Comer petiscos, ganhar cafuné e merecer elogios é consequência de seguir e cumprir as expectativas do líder, como eu disse que explicaria aqui.

  Em outras palavras, quer ser um líder? Mostre ao seu pet que: quem fecha comigo se dá bem SEMPRE! Mesmo que demore um pouco ou a coisa possa complicar na meiuca, fecha comigo e tu vai ter casa, comida, roupa lavada e um cafuné atrás da orelha no final do dia.
fala o que tu quer que nóis quebra teu galho, humaninha!
  Se tu conseguir deixar claro para o seu pet que a sua presença resolve todos os problemas e é a fonte de tudo de bom que há nesse mundo, TUDO, aí você vai ser seguido naturalmente, vai ser um líder de verdade e não vai ter porque se apoquentar com pouco. É o primeiro passo para seu pet entender que, mesmo que seja obrigado a passar por alguma situação que não queira, vale a pena porque você está lá e a sua presença garante a ele que tudo acabará bem. Modéstia parte eu consegui isso aqui, e é porque todos os perrengues que meu cão passou comigo acabaram bem que, cada vez mais, ele confia em mim e me segue.

  E sempre é bom relembrar: lidar com pets exige MUITA inteligência e reflexão, não é para qualquer um e não pode ser feito de qualquer jeito. É como uma dança a dois, as vezes você deve recuar, outras se colocar mais incisivamente. Mas sempre buscando a harmonia e a comunicação nos movimentos, suaves para parecer sem intenção e, ao mesmo tempo, firmes para estabelecer bem as mensagens e passos. Não há vencedor nem vencido, apenas a coerência de uma tranquila e divertida dança bonita de se ver. Ter um pet deve ser antes de tudo um prazer e um prestar de contas ao nosso lado altruísta de ser feliz ao ver um outro ser vivo saudável, feliz e grato por dividir sua vida conosco!

  Problemas ou soluções em liderar seus pets??? Comentem!

ps: todas as fotos são minhas mesmo: Luciana Fiuza, direitos reservados!!!

Conflitos, inevitáveis conflitos!

Oi pessoal!

  Começando agora uma nova sequencia de posts voltada para um ponto importante da relação humana com seus pets: os conflitos! Definindo, claro, seu conflito como a sua necessidade de fazer algo ou deixar que façam algo que seu animalzinho claramente não quer, ou sente medo, dor ou desconforto. Isso acontece em diversos momentos que não podem ser contornados e, dependendo de como lidemos com isso, a nossa relação pode ficar com sérios problemas!

  Alguns pontos são comuns a algumas espécies, por exemplo, é bem mais fácil “levar na conversa” um cão que um gato. Por outro lado, bem melhor assim, porque se você tivesse que fisicamente arrastar um rott  raivoso e contrariado de 60 kg até o veterinário ia ser bem mais complexo, né?
 Do mesmo modo, alguns animais silvestres são mais simples de não personalizar tanto o conflito, ou seja, ele não precisa relacionar o “problema” a sua pessoa! Por outro lado, se tu fizer a coisa errada, tudo q é problema na vida dele virá, na interpretação dele, de você! Eu tinha uma tartaruga que me odiava até o última pedrinha do aquário dela! Tudo que ela queria era ficar quieta e comer a ração que magicamente caía todos os dias na água. Eu? Só servia para retirar ela da paz dela e limpar toda a água que ela teve tanto trabalho de deixar escurinha e do cheirinho dela.... maldita humana! Hehehehehhe mas sério, aquele bicho me odiava... e culpa de quem? Minha! Poderia relacionar a minha presença a comida e evitar que ela só me visse na hora do conflito!  

  Saca só a cara de sofrimento completo e irreversível da Ilka ao ser forçada a morar em um canil novinho, branquinho, feito especialmente para ela e o Thor, muito mais espaçoso e seguro??? ela tá com saudade do canil encardido, com goteira e apertado para 2 cães grandes que ela chamava de lar!!! Ora! se até gente tem dificuldade de lidar com o novo, de progredir na vida, como vou explicar para ela que essa nova casa com um cheiro diferente e sem nenhuma boa lembrança ainda é um lugar melhor do que o que ela já conhece??? Aí é que são elas, queridos! nessa foto, Ilka me olhava tipo gatinho do Shrek enquanto Raquel de Abreu, minha amigona, capturava o momento, como fez aqui!

   Para conseguir resolver, intermediar ou reduzir os danos dos inevitáveis conflitos que os cuidados e manejos com nossos pets exigem, vamos a nossa nova sequencia de posts!!! Em caso de dúvidas, palpites, sugestões, pitacos ou histórias a respeito, por favor, comentem!!!

20 de abril de 2012

Doação de animais

Quando se fala no mundo pet que vai doar o seu animal de estimação, muitas pessoas por já estarem mais do que calejadas com os animais abandonados de todos os dias, atacam as pessoas sem nem pensar direito o porque de estarem fazendo isso.
Muitas vezes, a doação de um animal é o maior gesto de amor que alguém poderia ter por seu animal.
-Como assim Aline?
Bom, com o tempo eu comecei a refletir e ver que alguns animais vivem como não mereciam e uma doação consciente seria o melhor que a pessoa poderia fazer pelo animal.
Um animal que come ração de péssima qualidade (porque os donos simplesmente não tem dinheiro pra uma ração melhor), que não tem assistência médica suficiente, que não tem carinho, que não tem atenção.. o melhor seria ficar com esse animal a todo custo?  Ou doá-lo a uma família que pudesse cuidar melhor dele seria mais justo e honesto?
Muitas vezes a vida muda, as prioridades mudam e muitas vezes até mesmo membros da família(humanos) tem que sair de suas respectivas casas para melhorar a rotina da casa.
Para mim, um dos requisitos da guarda responsável deveria ser: se não houver condições de proporcionar um ambiente feliz e saudável ao seu cão, doe ele a alguém que possa!
Acho que muitos dos que julgam as pessoas que simplesmente tiveram a coragem de dar a cara a tapa e dizer: "eu doei meu animal pro melhor dele", sofrem mais do que os proprios cães.


19 de abril de 2012

Meu cãozinho está doente!!! E agora?? Dicas jááááá!!!!

   Então pessoal, eu estou fazendo esse post para falar de um assunto que, infelizmente, eu conheço bem: o desespero que é ter um cão doente em casa e se sentir perdida, sem saber o que fazer. Além das minhas experiências pessoais, tem vindo muitos amigos me pedir conselhos sobre como proceder nessas horas, e achei que valia a pena postar sobre isso. Então vamos lá:

     Estejam atentos!!! Tem sintomas que realmente passam despercebidos, mas tem outros que não se pode nem deve ignorar!!! Uma ferida que coça muito e não sara, vômitos repetitivos, um cão que era muito alegre ficar quietinho, um que era calmo ficar agitado ou agressivo, ganidos inexplicáveis, mancar, deixar de comer, ganhar ou perder peso rápido...... enfim! Na dúvida se poderia ser algo sério, trate como se fosse.

Veterinário de confiança

    Todo mundo que tem pets, sejam ou não cães, quaisquer pets, tem que conhecer um bom veterinário que possa atender emergências. Eu já tive que ligar meia noite, uma hora da manhã para veterinário porque a xena, que é diabética, estava com mais de 600 mg/dl de glicose (e o normal é 100). Se eu ficasse com vergonha e não tomasse medidas, ela poderia não passar daquela noite! Isso e um domingo a tarde que entramos de sola no veterinário com ela com feridas graves nas tetinhas.... sinceramente? Cachorro não tem hora para ficar doente e, se você não quer surtar, saiba muito bem para quem ligar e para onde ir. Inclusive se você não estiver em casa ou estiver longe, que qualquer um posso ligar e, o veterinário já sabendo tudo, possa ajudar.

Confiar não quer dizer ser cego!

   Claro, é extremamente importante confiar no trabalho do seu veterinário e poder contar com ele em todos os momentos. Super. Mas veterinário também tem limitações. Não é porque ele é formado e tem boa vontade com você que ele sabe TUDO sobre o seu animalzinho que você cuida todo dia. Tem casos que você vai ter que pedir uma segunda, terceira ou quarta opinião, e isso não tem nada demais. Melhor prevenir que remediar! As vezes uma pessoa de fora que não conhece tão bem o caso do seu pet saca alguma coisa que o veterinário que o conhece desde pequeno e provavelmente gosta dele, não viu! Normal! Saudável até buscar outras opiniões! O que não quer dizer que você vai falar mal de um veterinário para outro, né, gente? Ética sempre!

Quando buscar outras opiniões?
 
    Basicamente em duas opções: casos graves e por omissão. Acontece MUITO veterinário ter outras prioridades, estar ocupado ou se desinteressar pelo seu caso. Aí eles ficam omissos, somem, dão desculpas, te botam esperando horas, não explicam bem qual o doença e o que vai acontecer com seu pet.... enfim! Aconteceu comigo, acontece com todo mundo: se sentir negligenciado pelo veterinário. Nessa hora você lembra que ele é um profissional e você precisa de ajuda, busca outro profissional e consegue a sua ajuda! Depois você pensa se vale ou não a pena voltar ao antigo e ficar com o novo!

    Vou citar 2 casos de omissão: minha amiga está com um cão que sentia dores, o veterinário pediu uma bateria de exames, o resultado foi pedra nos rins e na bexiga. Ele afirmou que faria uma visita (é desses veterinários que vão em casa, uma boa opção para cães sensíveis, mas costuma ser mais caro) no sábado pela manhã. Sábado a tardinha minha amiga me liga e pergunta o que fazer, ele não apareceu! Eu disse e repito: procura outro veterinário! Leva os exames, explica e pergunta o que fazer! Se o cãozinho passar mal no sábado a noite ou no domingo vai ser beeeem mais difícil conseguir ajuda! Então vai agora!

    O outro caso, foi comigo: a xena tem 13 anos, está diabética e cega, já esteve muito anêmica, já esteve mal, mas sempre se recupera. Todo mês, as vezes até com mais frequência eu ia no veterinário e pagava uma BABA na consulta. E toda vez que pisava lá ele falava a mesma “piadinha”: “nossa! Ela ainda tá viva???” POUCHA!!! Não era para estar???? Eu me esforçando pacas, a família toda, a cadela guerreirona e ele, que devia ser o mais entendido da saúde dela, se surpreendendo dela estar viva??? Devia se surpreender dela não estar galopando e roubando comida por ae – como está hoje que mudei de vet.

    Em casos graves também vale segunda opinião, de especialista. Diabetes? Endócrino! Cegueira? Oftalmologista! Dermatite, sarna ou qualquer doença de pele grave? Dermatologista! Pedra no rim? Urologista! E assim vai... existem quase todos os tipos de especialização e eles costumam ser grandes especialistas interessados e sinceros. Eles sabem o que pode ser feito. O oftalmologista da xena foi incomparável! Não é todo lugar que tem especialistas disponíveis assim, mas se for o caso, até viaje com o cão, se ele tiver condições! Vale a pena!


Informe-se MUITO e siga seu coração

    Assim que você tiver o diagnóstico, pesquise em sites confiáveis sobre o assunto, pergunte a amigos que conheçam sobre, pergunte em fóruns sobre o tratamento e o prognóstico... tente coletar as informações necessárias. Isso te fará pensar se foi o melhor tratamento ou se vale buscar uma outra opinião. Eu passei 2 anos fazendo um tratamento inadequado para a diabetes de xena e, só depois que ela piorou muito, tive coragem de mudar o veterinário e o tratamento e ela está absurdamente melhor! Não espere tanto para estudar o caso do seu cão a fundo! Também é comum casos como o do cão de uma outra amiga que tinha algum tipo de coceira que chegava ao ponto de ferir a pele! Tudo que é veterinário que ela foi disse ser alergia, entupiram o cão de remédios. Mas NENHUM fez um raspado da área ou qualquer exame que fosse para diagnosticar. Na última veterinária que ela foi, o raspado foi feito e descobriu-se que era micose, por isso os remédios para alergia em nada ajudavam! E o pior: exames de sangue indicaram comprometimento no fígado. Tudo isso porque não fizeram o exame antes!

  Exija sempre o exame... quando a xena ficou cega o veterinário disse que era glaucoma e me indicou o oftalmologista, o oftamo disse q era catarata que cresceu rápido e ela devia estar com diabetes. Quando fui pedir o exame de sangue ele disse que era desnecessário!!! Que ela não podia ser diabética! Cara... como eu insisti por esse exame! Fui bem chata mesmo! E ela era bastante diabética, como já disse....

  Nisso de ser chato, seja, muito, perca a linha, sem vergonha. Eu insisti trezentas vezes com o veterinário para fazer exame de doença do carrapato no meu filhote, o Loki, que tinha chegado em casa do canil com um carrapatinho na orelha. Ele novamente disse que não tinha sintomas, eu insisti, ele esqueceu, eu insisti mais ainda e........... erlichiose!!! Claro que eu preferia que eles não estivessem doentes! Mas antes saber e cuidar que confiar que não tem nada e pagar (literalmente) pra ver.

   É bem mais barato e com menos sofrimento cuidar de uma doença no começo!!!

  Fora isso, escute seu coração. Se você achar que seu bichinho não tá bem, que tá com dor, que piorou, faça o que tiver que ser feito! Exija novos exames, procure especialistas, ligue de madrugada para o veterinário. Você conhece o seu pet, você ama ele e olha para ele todos os dias! Seu coração sabe muito bem perceber se ele está ou não bem!

Querendo dicas, ajuda ou referencias, só comentar aqui embaixo ou add no twitter ou face! Quando a gente forma uma rede de pessoas com objetivos em comum, todos nos ajudamos!

3 de abril de 2012

Post-resposta: Papo de Homem e Clint, o Golden Retriever!

        Opa! Blog Papo de Homem falando de manejo de pets??? Que legal!!! Amei!!! Nesse blog foi discutido questões de manejo, comportamento e saúde tendo como astro 1 golden retriever adulto chamado Clint.
O Rodrigo, que escreveu o post, começou dizendo que não era especialista do assunto e iria postar o que aprendeu educando o cão dele. Legal, né? É sempre bom trazer tudo para a discussão e compartilhar experiências fora do meio pet também!!! Assim pessoas com interesses diversos têm acesso a esse universo que para nós, aficionados por cães, é o dia-a-dia. Como eu escrevo muito e os assuntos postados no Blog são vastíssimos, separarei por tópicos como o Rodrigo fez! Vamos lá, por partes!

“Talvez seja difícil de acreditar, mas o seu cachorro não é um ser humano”

            Começo de cara com o título! Bom, que cachorro não é ser humano, não há dúvidas. Tem quem discuta se é melhor ou pior, se tem que ser submisso, membro da família, de trabalho, parte da decoração, símbolo de status, desculpa pra ir no parque conhecer garotas legais etc etc. Mas essa não foi a questão central debatida no blog!
Pelo que eu entendi o cachorro não é ser humano no sentido que cães não podem ser tratados como bebês, mimados e mal educados. Bom, eu não sei dizer se esses 3 adjetivos TEM que estar necessariamente juntos, nem se a resposta correta para tudo seria o exato oposto a isso. Será que achar que um cão tá sempre querendo te testar pra mandar em tu, tem que tomar tranco e ficar sempre de acordo com as suas expectativas, é sempre melhor? Sei não....
 Mas, como eu sou bióloga já travei de cara na parte do considerar o cão um bebê, explico:
Existe uma teoria sobre a domesticação dos cães que explicaria esse fenômeno. Como todo mundo sabe, os cães coevoluiriam com os humanos, assim como diversos outros animais domésticos. Independente do que consideremos na sociedade moderna, o cão vive em simbiose com humanos.
Nessa teoria as evidências mostram que lobos rondavam os acapamentos dos humanos nômades (muuuuuuuuuito antigamente, quando ainda existiam Neandertais) e se alimentavam de restos de comida dos homens. Esses animais provavelmente eram considerados parasitas, expulsos e mortos sempre que possível, mas pela facilidade de alimento, continuavam próximos.
Possivelmente o equilíbrio foi surgindo a partir do momento que os espaços foram limitados. Os lobos não roubavam mais comida e os humanos dispensavam restos para eles. Como eles permaneciam ao redor do acampamento, provavelmente serviam de alarme a alguma invasão ou predador. Ou de alimento e pele em épocas de escassez. Essa relação é tão antiga que você vê que os cães acompanharam a expansão humana pelo mundo! Em tudo que é cultura você acha referencia a cães, pet ou de trabalho! A explicação para a aproximação entre as espécies é justificada através das mulheres, que coletavam e ficavam no acampamento durante os dias.
 Novamente, independente do que nossa sociedade moderna pense hoje em dia, humanos tem instintos, necessidades comportamentais genéticas tanto quanto qualquer outro bicho. Pesquisas apontam que o fato dos filhotes terem olhos grandes, boca pequena, serem peludos e ganirem fino produz nas mulheres sensações e liberações hormonais semelhantes a ver um bebê humano. Em outras palavras: as humanas de antigamente possivelmente consideraram filhotes de lobo abandonados fofinhos, tchucos-tchucos, lindinhos que deveriam ser cuidados, abraçados e acarinhados. Elas os alimentaram e os mantiveram próximos. E aí o resto é seleção artificial: os cães crescem e, os que se comportam bem, não roubam  comida e não atacam humanos, sobrevivem; os que pisam fora da linha viram bife.
Outra coisa que essa teoria explica é o porque os cães tem cara, comportamento e inteligência de um lobo filhote. Cães, especialmente goldens (fofinhos, gostosinhos e tchuco-tchuquinhos) tem a mesma carinha de filhote meigo do dia que nascem ao dia que morrem! Grandes olhos pretos brilhantes, pelo amarelinho e macio, orelhinhas caídas e o bochechão gostoso de apertar q escondem os caninos que dão medo!!! Quem bota seu filho pra brincar com um lobo cinzento??? Mas criança q não puxou orelha de um cão bobão e não foi babada até desistir de fazer maldade (afogamento por excesso de lambeijos) não é criança!!!
De modo que falo sinceramente: é anti biológico dizer para uma mulher em fase de maturidade reprodutiva (18-45 anos) que cães não são bebês fofos!!! Tá na gente, tá neles, a gente começou a domesticação deles e, só depois q eles tavam bem selecionados e comportadinhos q vocês foram caçar na companhia deles, homens! Então nem vem e me deixa apertar meu Pastor Alemão fofucho, o meu Pastor Belga Malinois carentinho, e meu futuro Doberman porque são as coisinhas mais fofuchinhas, lindas e grudadas na dona que há! Own! *-* e te falar que eles adoram e pedem mais!!! Hahahahahha

 Educação é bom e sem ela ninguém vive

            Bom, seguindo o raciocínio, não vejo o menor sentido em associar domesticação e bom comportamento a brutalidade, nem a falta de educação a excesso de amor. Uma coisa não tem nada a ver com a outra! Tu pode ser uma Felícia, agarrar, fazer carinho e conversar o dia todo com seu cão e ainda manter o respeito! Assim como com qualquer ser vivo (meninos também gostam de ser mimados, mas também precisam de bronca de vez em quando)! É só perceber que tem hora para tudo!  Você tem que reagir ao momento, tem que ser uma reação as atitudes do cão e não ao seu dia ruim ou as suas carências!
Fácil? NÃO! Mas faz parte de ter cachorro! Brigar por tudo, não dá! Elogiar por tudo, também não dá! Conversa, carinho, chamego é recompensa. Se o cachorro tá errado, tu não vai recompensar, né? Mas como fazer isso é assunto para outro post. Fato é que, carinhos e elogios fazem tão ou mais efeito que petisco. Eu tenho um vira lata de 45 kg que eu treinei basicamente com cafuné e elogio, pois ele gosta muito mais e responde melhor e mais rápido a um “que lindooo! Aeee!” do que a um pedaço de cane crua no fuço dele.  (adoro ele!!! Um chamegão só esse cachorro!)
Mas se você empurra, seja com o pé ou com a mão, ou dá sustos... enfim! Pune fisicamente seu cão por um assunto banal como educar a não entrar em alguns lugares, você faz o que quando ele for agressivo com uma visita ou com outro cão? Estripa ele? Dá uma de Hannibal Lecter e pergunta: “tripas pra dentro ou tripas pra fora?” e taca ele com uma corda pela janela pros outros cães entenderem o recado???
Usar punição física sem necessidade real é abrir mão do valor dela quando você precisar! A punição, se for usada, tem que ser quando não há alternativa, numa emergência! Quando o mundo vai cair na cabeça do cão, e tem que ter um valor psicológico muito maior q o físico para, com o mínimo de dor, você nunca mais veja esse comportamento retornar. E digo mais: se chegarmos a esse ponto é porque o dono errou em alguma coisa no manejo.  Já aconteceu comigo de ter que brigar fisicamente com esse meu vira-lata chameguento porque ele atacou minha outra cadela ceguinha. Se eu tivesse notado que ele estava naquele ponto, teria treinado antes de acontecer e não precisaria usar punição assim. Se for preciso, eu uso sim! Pra salvar a vida da minha cachorra? Com certeza! Mas isso tem que ser raríssimo! Tanto que ele parou mais de susto que de dor, ele é indiscutivelmente mais forte que eu, se fosse medir forças com ele eu perderia. Só que ele me respeita muito e notou o grande erro pela minha reação que ele nunca tinha visto antes! 
Ou seja, não é porque você impede com o pé que seu cão entre na cozinha que ele vai desistir de enfiar o fuço no quintal de um rottweiler bravo! É justamente porque você usa uma punição diversas vezes que ela vai perder o significado, não vai importar mais tanto, e na hora que ele for provocar o rott, o chutinho e a bronca nada vão significar e ele fará o que quer fazer. Ou você aumenta a dor e torce para ele não te morder de volta (sim, pode acontecer) ou você passa a valorizar a sua punição usando ela raras vezes e de modo contundente.
Acha que eu to brincando? Não é pouca gente que acaba desmaiando um cão no enforcador ou coleira! Asfixiado! Por quê??? Porque deu tanto tranco desnecessário que na hora do caos teve que perder a linha e acabou machucando severamente o próprio cão!

Cão sem guia

Olha, espero que o Clint seja algo bravo... porque se não for eu mesma vou nessa porta dessa padaria aí e roubo ele para mim!!! Heheheheh Um golden de raça, bem tratado e não-castrado, bonzinho que vá atrás de uma comida, um afago e entre no carro de qualquer um??? Cara... é muito comum roubarem cães! Desde yorks , labradores a Pastores Alemães eu já vi casos!
Tu só deixa seu carro aberto com a chave na ignição na rua em 2 casos: tu quer que o ladrão leve porque o carro é uma porcaria ou tu tá criando jararaca no carro e quer testar se o veneno tá bom mesmo!!!
Agora, se o Clint não vai com qualquer um e é meio desconfiado.... e se uma criança sai correndo e se joga nele? Se um cão de rua ou de madame ataca ele? Um golden solto na rua já atacou meu irmão! E a responsabilidade é do dono!
Usar guia SEMPRE e nunca deixar seu cão sem supervisão em espaços públicos é o básico da posse responsável. E não fazer isso não denota excesso de educação do cão, não é bom para ele nem para ninguém, especialmente para o dono.
Vamos manter o Clint seguro e na casa dele em que ele é amado, bem tratado para que ele continue cuti-cuti fofinho que ele é! Os cães são todos bons, as pessoas nem sempre.... não vamos dar mole para a Kojak!
Meninos do blog papo de homem, vou ficando por aqui! Parabéns pela iniciativa de falar de pets, espero que reflitam sobre meus pontos de vista e muito prazer em conhecer os senhores! Agora pode ir lá dar um abração no Clint que eu sei que vocês também acham ele fofinho e ficam paternais! hehehehhe ;-)

9 de fevereiro de 2012

Tem um novo habitante vindo, e agora?

Oi ?! Ainda tem alguem que lê aqui?! rs. Nesse tempão que eu estou longe, tanta coisa aconteceu que realmente o blog eu deixei de lado, até porque não vinha inspiração para escrever.

Um dos motivos do meu sumiço, foi a minha gravidez. O foco muda, não tem jeito.
Não estou dizendo com isso que esqueci os meus cães e os negligenciei, mas entre o mundo virtual e o real existe uma distância, e no mundo virtual eu mergulhei num mundo todo novo da maternidade de gente. Uma gravidez inesperada sempre assusta, ainda mais quando se é nova, se tem três cães, não se é casada e se mora na casa dos pais (ufa!)

Bom, eu na verdade vim relatar quais são os meus planos em questão dos cães com a minha filha.
1. Eles NÃO sairão daqui a não ser que algo de muito grave aconteça.
2. Andei pensando em colocá-los para o quintal, mais pelas más educações que antes eram irrelevantes e agora são até perigosas. Como por exemplo, eles não podem entrar em nenhum ambiente que eles sejam proibidos (através de táboas) que eles demarcam. Isso em conjunto com um bebe, é o presságio do fim do mundo. Ainda estou analisando o tempo$$ para arrumar um local pra eles no quintal que eles simplesmente amam.
3. Proibições sérias de entrar em meu quarto. Não, eu não vou impedir que eles vejam minha filha, mas não quero eles com livre acesso a ela. Animais são irracionais e os meus não são nem um pouco educados, diga-se de passagem.
4. Limitar um pouco a atenção e delegar ações. Não posso fazer com que eles assimilem a chegada da minha filha com a falta de atenção, então, eles tem que acostumar a ter menos atenção da minha parte por um tempo pelo menos. As ações delegadas são mais na hora da comida mesmo, porque no banho continua sendo eu ou a pet shop.
5. Tomar de uma vez por todas voz incisiva com esses pestinhas para ver se eles aprendem disciplina.


ps.: se vc se OUSAR a pensar em vir me agredir no MEU blog com palavras, dê meia volta antes

18 de agosto de 2011

sobre raças de cães

Um conceito sobre raças de animais domésticos muito comum de se ouvir é pensando nelas como um fenômeno natural, numa espécie de ponte às etnias humanas. Sim, etnias, não existem raças taxonomicamente definidas na espécie humana, não somos tão diferentes. No entanto essa idéia de raça de cães como naturais, é incorreta, se recorrermos a história.

Os animais domésticos passaram a coabitar com humanos por diversas razões. Na verdade o que denominamos domesticação poderia ser entendido como uma forma de simbiose, como falamos em biologia. Os humanos dão abrigo, alimento e proteção para os filhotes aos animais e estes geram alimento ou outros tipos de serviço aos humanos. Não quer dizer que os primeiros nômades que domesticaram animais estavam tentando fazer o bem a esses animais, eles queriam aumentar as suas chances de sobreviver! Mas a coisa funcionou bem, por milhares de anos.

Aos poucos o homem foi se organizando em forma de sociedade, civilização, agricultura, cidades..... e uma idéia passou a ser muito importante: a idéia de trabalho. Para que todos pudessem viver bem, deveriam trabalhar. Dentro de cada núcleo, familiar ou não, foram sendo criadas rotinas a fim de executar os trabalhos (como arar a terra, plantar, lavar, cozinhar etc). Nesse sentido surgiu a idéia de função e, mais, de necessidade de haver uma função para existir trabalho para manter a sobrevivência.

Assim, os animais domésticos, assim como os humanos, passaram não apenas a coabitar ou a servir de alimento mas também passaram a ser funcionais. Se um cavalo ou um boi puxavam bem o arado, cumpriam sua função, eram úteis; ou um cachorro que espantasse um intruso e assim vai... A partir da idéia de que os que cumprissem melhor a função eram mais úteis, os humanos passaram a realizar um tipo de seleção desses animais.

Existiam diversas formas de selecionar animais: os que adoeciam, morriam; os que não agüentavam o ritmo de trabalho, morriam; os que causavam prejuízos ou acidentes, eram mortos; os que não conseguiam conviver, morriam. De forma que apenas os que cumprissem bem a função e sobrevivessem a elas, sobreviviam.

Ao longo do tempo os trabalhadores perceberam que plantas ou animais nascidos de outros fortes e capazes costumavam ser, também, mais fortes e capazes. Então passaram a, conscientemente, cruzá-los a fim de conseguir animais e vegetais ainda melhores. Até o século XIX, o século de Darwin, isso era comum de se estudar. Tanto que para eles o estudo de Mendel era mais um, dos muitos, estudos de melhoramento vegetal.

O que significa que eles sabiam que algo era transmitido de pai para filho, mas não conheciam nem gene nem genética. Tinham milhares de explicações sobre o que e como era passado, mas não a idéia que hoje, nem o próprio Mendel tinha.

Enfim, ao observar esse tipo de seleção aos animais domésticos (que agora chamamos de seleção artificial) e juntando a isso suas referências como Henslow, Lyell, Malthus entre outros, além das suas observações no navio Beagle, Darwin teve a idéia de seleção natural. O seu livro a Origem das Espécies foi o estopim da bomba para a grande controvérsia ente os criacionistas e os evolucionistas que permanece até hoje.

O que isso tem a ver com as raças??? Bom, além do Darwin ter muitos cães e, em diversos livros, comentar sobre o comportamento e outras questões de criação, das suas idéias e dos outros darwinistas (pessoas que os apoiavam) surgiram diversos novos conceitos. Por exemplo, os cães, como outros animais, eram selecionados especialmente devido a função, ou era ou não era útil. Com as idéias que se seguiram, a estrutura corpórea passou a ser pareada ao desempenho. Foi assim que alguns grandes nomes, como Max von Stephanitz (que criou o padrão da raça pastor alemão), passaram a tentar formalizar uma estrutura padrão para aqueles cães que cumpriam as determinadas funções.

Aos poucos todas as raças e suas funções passaram a ser oficializadas e as associações passaram a se organizar para buscar aperfeiçoar aqueles cães. Ou seja, os cães já existiam, o padrão foi feito para mantê-los similares, úteis e, se possível, aperfeiçoá-los. Com isso, espera-se que algumas doenças, que agora sabemos genéticas, possam ser eliminadas através da seleção rigorosa, com animais mais saudáveis, fortes e........ úteis.

O que eu vou deixar para o debate é: nossa sociedade mudou muito. A tecnologia fez algumas utilidades se perderem e outras aflorarem. Hoje, pensamos em cães guias, em cães que mordem sob comando e também largam, em cães que fazem companhia e se comportame em qualquer lugar, cães tolerantes com crianças, cães de faro, cães de resgate, cães de exposição que devem ser belos, cães de guarda de casa, de empresa, guarda pessoal etc.... funções bastante diferentes das originais, não é? Com certeza o padrão das raças muda e algumas atendem melhor algumas funções que outras. Mas se a função do cão pode mudar, o que dizer da estrutura? Será que tem que se manter a mesma? Um labrador de caça é o mesmo que é guia de cegos? Qual será nossa prioridade agora, escolher nossos cães por temperamento e função ou pensar apenas na estrutura rigorosa descrita há 2 séculos atrás???